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Sujeito na Infância: Quando a visibilidade produz exclusão

Resumo:

Crianças e adolescentes nem sempre foram vistos como sujeitos de ação. Seu estatuto de sujeito aparece e desaparece em momentos da história, marcando concepções de infância diferenciadas e conferindo-lhes um tratamento específico. A modernidade, locus do indivíduo livre e igual, como lembra Luis Dumont, aponta também para o nascimento do sujeito na infância. O projeto de modernização, higienista, foi criticado por diversos autores por buscar a homegeneização de culturas específicas. A forma como estas concepções modernas de sujeito atingem setores diferenciados da sociedade, no entanto, não é homogênea. Visando discutir a questão do sujeito na infância como um projeto da modernidade, discorrerei sobre concepções de infância no Brasil em diversos momentos da história, mostrando visibilidades e invisibilidades. Um momento ápice do estatuto de sujeito para a infância se dá a partir do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). No entanto, esta mesma legislação, que lança luz à esta fase da vida tirando crianças e adolescentes da condição de sujeitados, transformando-os em sujeitos de direito, também produz uma visão de sujeito infantil essencialista, colocando num estatuto de "igualdade" sujeitos que são produzidos histórica e contextualmente de maneiras muito diferenciadas, produzindo novos contextos de exclusão.

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Do outro lado do espelho: Como construir o mito de bandido ou de herói - Um estudo comparativo do lugar de Crianças, adolescentes e jovens nas ruas de Florianópolis (SC/Brasil) e Santa Fé (NM/EUA)

Resumo:

Trata de uma análise comparativa entre moradores de rua de Florianópolis/SC/Brasil e Santa Fé/NM/EUA, onde através das narrativas e da estética existentes entre estes, pode-se perceber o mito do “herói” e do “bandido” como categorias que tanto servem para crianças e adolescentes construírem sua subjetividade na rua (como por exemplo, através de narrativas de coragem), ajudando-os a enfrentar a vida naquele meio, quanto criam diferenciação na forma como são tratados pela sociedade de um modo geral, colocando-os sob um estatuto diferenciado frente à outras crianças, adolescentes e jovens. Chamo atenção para a forma como cultura do medo (infelizmente a rua vêm sendo construída, dentro de um discurso hegemônico, como um espaço do medo), pode construir subjetividades cada vez mais contrastantes entre os que vivem na casa e os que vivem na rua. No entanto, sob uma perspectiva analítica abrangente, um nada mais é do que o espelho do outro.

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Uma teoria geral da rua

Resumo

O título irônico deste grande artigo reflete a sua pretensão de entender, através das categorias de desejo e poder, os bens sociais que as crianças procuram na rua e as técnicas concretas que ONGs utilizam para ajudar a satisfazer tais necessidades existenciais.

O ensaio aborda a rua sob uma perspectiva semiótica (o que quer dizer a rua na nossa sociedade e nas favelas) pra depois pensar os desejos das crianças:

  • reconhecimento
  • bens de consumo
  • prazer
  • liberdade
  • um sentido da vida

E depois questiona as prácticas da sociedade civil à partir destas perspectivas.

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Edipo en la Calle (Édipo na Rua)

Resumo

Os escritos de Freud deixam esquecidos os últimos anos da vida de Édipo: seu desterramento depois de trazer a praga para Tebes. Este ensaio utiliza o mito para entender o processo ritual da exclusão.

Na lei romana, o criminoso mais odiado foi condenado a ser homo sacer, uma pessoa efetivamente sem existência social. Qualquer pessoa podia matar o homo sacer sem castigo, e ele era vedado sempre da vida cidadã. A cultura medieval alemã implementou o mesmo castigo, e os livros de Giorgio Agamben mostram que pode-se entender o Holocausto sob a mesma ótica.

"Edipo en la Calle" pretende apresentar o menino de rua como o homo sacer atual, pensando assim a violência na rua e a invisibilidade social.

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