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| ::: Antropologia e Infância |
Antropologia e Infância/adolescência na rua: uma perspectiva do sujeito Situo o debate sobre a infância e adolescência na rua não pelas teorias da marginalidade ou da psicologização, mas pensando a criança e o adolescente através da perspectiva do sujeito que age dentro de um contexto específico, construindo subjetividades que são permeadas por desejos, por possibilidades e impossibilidades dentro da sua comunidade e dos trajetos que ele próprio produz. Através da observação da ação do sujeito na rua, se faz visível como este domina códigos de interação social complexos e distintos, permitindo que negocie sua estada na rua através da costrução de diferentes narrativas, onde sua imagem pública é manipulada e contruída numa mescla entre o olhar do outro sobre si, e o seu próprio. As teorias do sujeito e da performance ajudam a perceber este sujeito enquanto um confluir de subjetividades que são dadas por exemplo, pelos códigos civis sobre a infância, pelo espelho social no qual ele se mira, pelas categorias construídas sobre ele, pelas narrativas que ele próprio é capaz de construir sobre si e sobre o mundo.
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