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Resenha (Edição nº 29)
"A
Ambientalização dos Conflitos Sociais: participação e controle público
da poluição industrial",
por
Henyo T. Barretto
Filho
(*)
Dados
do livro resenhado:
Título da obra: A
ambientalização dos conflitos sociais: participação
e controle público da poluição industrial
Autores: José Sérgio Leite Lopes (coord.); Diana
Antonaz, Rosane Prado, Gláucia Silva (orgs.).
Editora: Relume Dumará
Número de páginas: 334 |
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Nas palavras de seu
coordenador, o antropólogo José Sérgio Leite Lopes, do Museu
Nacional/UFRJ, a obra em questão é a edição de um relatório de pesquisa
originalmente apresentado em 2000, “trabalhado para [...] publicação
como livro no início de 2004”. A pesquisa contínua, cujas conclusões
o livro integra, foi “realizada entre março de 1996 e junho de 2000,
[com] atualizações realizadas nos últimos três anos” (: 11). A
investigação mobilizou uma equipe interinstitucional de pesquisadores e
pesquisadoras, em sua maioria antropólogas, com “o objetivo [...] de
retratar de forma crítica, a partir de pesquisa empírica delimitada, os
diferentes sentidos e usos da ‘participação da população’ (segmentos
dela) no controle do meio ambiente e, em particular, da poluição
industrial” (: 31).
Antropólogo(a)s que
trabalham com a questão ambiental já acompanhavam com interesse a
divulgação dos resultados parciais da referida pesquisa e das versões
preliminares das formulações analíticas dos pesquisadore(a)s nela
envolvidos desde 1998. Foi então que apareceram os primeiros papers
apresentados em reuniões científicas – tais como os encontros da ANPOCS
e as reuniões da ABA – e em seminários promovidos por organizações do
movimento social[1].
Parte desse material foi objeto de ao menos três compilações anteriores
em periódicos: dois volumes especiais, um do Boletim de Políticas
Ambientais, do Ibase, e outro dos Cadernos do IPPUR/UFRJ,
ambos de 2000, e um número dos Cadernos do NuAP, de 1999. O
material agora se encontra reunido e é apresentado de modo conclusivo na
forma de um conjunto integrado: relatório final de pesquisa qua
livro. Para compreender de modo apropriado o significado da obra e os
seus usos possíveis, cumpre realçar as condições sócio-históricas em que
a pesquisa de equipe se enraíza e se institucionaliza sua sociogênese a
partir das informações detalhadas oferecidas por Leite Lopes em sua
“Apresentação e Agradecimentos”.
A pesquisa sobre “envolvimento
público no controle da poluição industrial no Brasil e na Argentina”
origina-se de uma demanda apresentada em dezembro de 1995 a Leite Lopes
pelo então responsável pelo Departamento de Meio Ambiente do Banco
Mundial, Shelton Davis. Sociólogo de formação com experiência docente e
de pesquisa no Brasil no início dos anos 1970, Davis estudou o
Polamazônia, componente central do II Plano de Desenvolvimento da
Amazônia (II PND), cujos devastadores efeitos sociais e ambientais
descreveu no seu clássico Vítimas do Milagre (1977). É dele o
Prefácio do livro. O conhecimento recíproco das atividades que mantinham
desde que se conheceram naquela época, como professor e aluno, e os
interesses comuns de pesquisa sobre populações de trabalhadores
industriais (operários de usinas nucleares e trabalhadores do açúcar e
têxteis), fizeram Davis chegar a Leite Lopes. Seguiram-se levantamentos
iniciais de informações para redigir um projeto a ser submetido ao
comitê de pesquisa do Banco Mundial. A estas atividades se incorporaram
paulatinamente pesquisadoras com expertise em temas afins, especialmente
as quatro organizadoras do livro, que redigiram junto com Leite Lopes “o
relatório que deu subsídios ao livro” (: 15). O projeto submetido ao
referido comitê de pesquisa, após sabatinas, foi aprovado para um
período de dois anos (novembro de 1996 e 1998). Depois, conseguiu apoio
financeiro da Fundação Ford (março de 1998 a junho de 2000) e confluiu
para o Projeto Pronex/MCT “Antropologia da Política: rituais,
representações e violência”. Neste, passou a figurar como o subprojeto
“Redes sociais e controle público”.
Estamos, portanto,
diante do resultado de uma pesquisa originalmente concebida para atender
à demanda de um organismo internacional e que paulatinamente se
institucionaliza como um projeto de pesquisa propriamente acadêmico. O
primeiro relatório, inclusive, foi apresentado em reunião de trabalho
com técnicos da Divisão de Políticas Sociais do Departamento de Meio
Ambiente do Banco Mundial, em abril de 1999. Essa circunstância explica,
em parte, o horizonte pré-definido da comparação – Brasil e Argentina –
e a montagem da equipe com pesquisadoras vinculadas à rede do
coordenador. Estas pesquisadoras tinham experiência de pesquisa e
assessoria sindical, tanto em cidades com plantas industriais com
problemas de poluição importantes (donde as preocupações com saúde do
trabalhador), quanto em locais nos quais se verificam iniciativas de
participação popular. Foi isto o que levou à definição das cidades de
Angra dos Reis, Itaguaí e Volta Redonda, no estado do Rio de Janeiro, e
de Betim, Barreiro (Belo Horizonte) e Sete Lagoas, no estado de Minas
Gerais. Tal circunstância também explica o caráter da autoria do livro:
eminentemente coletiva – o que dificulta até ordenar a referência
bibliográfica. A elaboração de cada capítulo ficou sob a
responsabilidade de um(a) pesquisador(a) individual. Não obstante, o
trabalho de revisão, tradução, partilha e sobre-escritura foi tal, que
se abdicou da solução fácil de coletânea de artigos assinados em favor
da manutenção da estrutura mais próxima a de um relatório de pesquisa de
equipe. A maioria dos livros publicados na Coleção “Antropologia da
Política” é composta de monografias vinculadas a dissertações e teses de
pós-graduação elaboradas para se avaliar o mérito individual do(a)
pesquisador(a). Assim sendo, A Ambientalização dos Conflitos Sociais
se destaca não só pela autoria coletiva, mas também pela capacidade de
estabelecer interlocução com múltiplos públicos. A própria trajetória de
disseminação de seus resultados parciais aponta para isso: dos técnicos
dos organismos internacionais que encomendaram a pesquisa original,
passando pelos estudiosos do tema que se encontram em reuniões
científicas, até os atores sociais e organizações do movimento social
objeto da referida investigação.
Se pesquisas de
equipe como a que está na base do livro em tela não são legião nas
Ciências Sociais brasileiras, em especial na Antropologia Social, menos
ainda é o seu desenho metodológico (“Procedimentos e rendimentos da
pesquisa”; p. 31 e ss.). A metodologia combina distintas abordagens para
dar conta de seu ambicioso objetivo, inspirado em Bourdieu e Elias, qual
seja: etnografar o processo de ambientalização – neologismo
construído por homologia a outros usados nas Ciências Sociais, tais como
industrialização e proletarização. Ambientalização é entendida como (i)
o processo de constituição de uma questão coletiva e pública, a
“questão ambiental”, que emerge como fonte de legitimação e
argumentação nos conflitos sociais, e (ii) como interiorização de
comportamentos e práticas por meio da promoção da educação
ambiental. Para conseguir isso, o trabalho articula e fundamenta-se em
uma variedade de dados, informações e tipos de fontes produzidos nos
mais diversos níveis, por diversos agentes e instituições. Enfocando
processos sociais em curso, a metodologia foi concebida de um modo tal
que diferentes técnicas contribuem, em medida variável e com rendimentos
desiguais, para a compreensão do tema enfocado. Temos assim: (a)
pesquisa etnográfica e observação direta de situações nos municípios
escolhidos no interior do Rio de Janeiro e próximos a Belo Horizonte
(que constituem o cerne dos Capítulos 1 a 3, e 5); (b) entrevistas com
atores chaves; (c) exame de documentação em instituições do campo
ambiental, enfocando as políticas ambientais do Brasil nos dois estados
referidos e da Argentina (esta retratada no Capítulo 6); e (d) uma
pesquisa quantitativa com a aplicação de questionário com perguntas
fechadas, baseada numa amostra de conglomerados estratificada, para se
ter acesso à opinião relativa a temas ambientais dos habitantes das três
cidades fluminenses enfocadas (cujos resultados são apresentados no
Capítulo 4). A dimensão comparativa em diferentes escalas – entre os
municípios e os países determinados – permite, assim, na avaliação de
Leite Lopes “um equilíbrio [...] entre o estudo monográfico
aprofundado e tendências mais gerais que se ressaltam por contraste e
através da diferença” (: 32).
O livro se organiza
em duas partes. A primeira e mais extensa (Capítulos 1 a 6) responde por
três quartos do livro e traz os “estudos de caso” de conflitos
socioambientais nas diversas regiões enfocadas. Já a segunda
(Capítulos 7 a 11), mais curta, aborda os “temas transversais”. Dada a
impossibilidade de tratar minuciosamente cada um dos capítulos do livro
nos limites desta resenha, parafraseio o atalho oferecido por Davis no
primeiro parágrafo do Prefácio. Neste, Davis enumera alguns dos
problemas relevantes tratados pelos autores, tanto no nível dos estudos
de caso, quanto dos temas transversais que emergem da comparação entre
os fenômenos sociais locais. São eles: como dadas coletividades locais e
grupos de cidadãos lidam com a questão ambiental, em geral, e como
percebem os riscos da poluição industrial e as questões acarretadas pelo
seu controle, em particular; em que medida tais percepções variam por
tipo de indústria e por características sociais, econômicas,
ocupacionais e educacionais dos indivíduos e das comunidades (questões
que são o cerne do Capítulo 7); que mecanismos são utilizados na
resolução dos conflitos socioambientais e até que ponto o ativismo
comunitário e dos cidadãos é efetivo no controle da poluição industrial;
quão efetivas são as agências governamentais nos níveis federal,
estadual e municipal para responderem às demandas e reclamações
comunitárias e dos cidadãos; quais os papéis desempenhados nesses
conflitos pelas várias instâncias do poder público e por instituições
mediadoras, tais como ONGs, sindicatos, associações profissionais ou
defensorias públicas, ao apoiarem e ecoarem as preocupações dos cidadãos
quanto à poluição; qual a parte desempenhada pela disseminação de
informação para promover e apoiar o envolvimento e a participação dos
cidadãos nas ações de controle da poluição; acordos formalizados ou
parcerias entre associações ou grupos comunitários e de cidadãos,
agências governamentais e empresas privadas aprimoram ou não a
efetividade dos meios de controle da poluição.
Enumeradas desse
modo pelo prefaciador, preocupado com os efeitos práticos e as
repercussões aplicadas da pesquisa, é importante dizer que os capítulos
do livro de fato se propõem a responder tais interpelações. Não é à toa,
portanto, que por mais de uma vez o coordenador e o(a)s pesquisadore(a)s
responsáveis pela investigação convocaram “atores sociais relevantes
e representativos das áreas em que a pesquisa se realizou” (: 14)
para os encontros que promoveram – entre os quais se destaca o seminário
“Redes Sociais e Controle da Poluição”, em junho de 2000, no Museu
Nacional. O(A)s pesquisadore(a)s, por sua vez, foram convidados a expor
os resultados de suas investigações em fóruns promovidos por tais atores
sociais: a CUT Nacional, o Fórum Social Panamazônico, a Fase, a
Secretaria de Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro (para o encontro
sobre o mapa dos conflitos socioambientais do estado) e o Grupo de
Trabalho sobre Poluição Atmosférica da Agenda 21 de Volta Redonda, entre
outros. É difícil especular se a pesquisa teria sido concebida com tal
viés aplicado – se é que teria sido concebida de todo não fosse ela
“encomendada” por um organismo internacional. O fato é que a rede de
interlocuções estabelecida com os atores sociais enfocados verifica-se
até hoje no desdobramento de algumas pesquisas individuais, que assumem
também o caráter de atividades de extensão[2].
As contribuições do
trabalho, contudo, não se resumem aos seus virtuais efeitos práticos
para o fortalecimento da participação comunitária e dos cidadãos no
planejamento urbano e ambiental. Como nota o coordenador do volume, o
interesse do(a)s pesquisadore(a)s no trabalho demandado era duplo. Por
um lado, “continuar observando alguns grupos de trabalhadores sob a
ótica da poluição industrial e dos seus efeitos”. Por outro,
enveredar pelo “estudo das formas participativas de gestão local e
extralocal”, num contexto marcado pela valorização destas formas,
concebidas pelos organismos internacionais e por instituições nacionais
como novos e mais eficazes modelos de gestão (: 18)[3].
Para isso, o trabalho apóia-se na literatura antropológica e sociológica
sobre os aspectos sociais e culturais da percepção do risco, e nas
contribuições de Elias e Bourdieu. O(A)s co-autore(a)s procuram
evidenciar a importância destas perspectivas analíticas no estudo das
questões colocadas pelo controle da poluição industrial e na análise
comparativa dos processos de construção de novos fenômenos sociais a
partir da interiorização das questões relativas ao meio ambiente no
Brasil e na Argentina. Interessa-o(a)s o modo como a linguagem dos e a
forma dos conflitos sociais são transformadas por esta via – processo
que denominam ambientalização dos conflitos sociais.
Tais transformações,
segundo a síntese introdutória de Leite Lopes, estariam relacionadas a
cinco fatores: “o crescimento da importância da esfera institucional do
meio ambiente” nos últimos 35 anos; os efeitos dos conflitos sociais ao
nível local na interiorização de novas práticas; a educação ambiental
entendida como “novo código de conduta individual e coletiva”
(donde a homologia com O Processo Civilizatório de Elias); “a
questão da ‘participação’”; e “a questão ambiental como nova
fonte de legitimidade e de argumentação nos conflitos” (: 19 e ss.).
Tais “desenvolvimentos” – no sentido eliasiano do termo – estariam
levando ao re-enquadramento generalizado de temas, argumentos e
conflitos tradicionalmente tidos como sociais, políticos e econômicos.
Estes passam a ser pensados em termos ambientais, ou, mais
eloqüentemente, socioambientais – vocábulo cuja proliferação
expressa a tentativa semântica de cobrir a multiplicidade de dimensões
envolvidas nas situações etnográficas focalizadas pelos estudos.
Inserida como
subprojeto no Projeto Pronex/MCT “Antropologia da Política: rituais,
representações e violência”, a pesquisa traz como uma de suas
contribuições mais significativas o tratamento etnográfico e histórico
de um importante conjunto de instâncias, instrumentos e procedimentos
que mediam as relações entre Estado, governo(s), ONGs, associações
comunitárias, instâncias do poder judiciário, entre outras instituições,
nos marcos da valorização do “envolvimento” e da “participação” dos
cidadãos na gestão ambiental. Esse tratamento influenciou uma variedade
de dissertações e teses em Antropologia defendidas nos últimos anos, que
enfocam tais instâncias, instrumentos e procedimentos, sejam de comando
e controle, sejam de regulação. Trata-se de etnografias de audiências
públicas, de procedimentos de licenciamento ambiental, das medidas de
compensação ambiental, do funcionamento e do cotidiano dos conselhos
municipais e estaduais de meio ambiente e desenvolvimento urbano, dos
projetos e iniciativas de educação ambiental, da elaboração
participativa das Agendas 21 locais, entre outros temas. Estas
etnografias têm permitido um tratamento da constituição do interesse
público, das instâncias de participação, da intervenção do poder público
e da configuração de espaços de negociação e concerto de interesses, que
escapa das perspectivas normativas que dominam a literatura sobre o
tema. Em vez de dizer como as coisas e as pessoas devem ou deveriam ser
e se comportar na esfera ambiental, o subprojeto “Redes sociais e
controle público”, ao privilegiar a abordagem etnográfica, disserta
sobre como as coisas efetivamente se passam nesses domínios atravessados
por hierarquias de poder e acesso diferencial a recursos simbólicos e
materiais.
Tudo isso se faz,
contudo, sem prejuízo das comparações e generalizações efetuadas em
torno das variáveis privilegiadas para as diferentes escalas de análise.
No caso dos municípios do Rio de Janeiro, apenas para citar um exemplo,
a maior ou menor tradição de organização da sociedade civil, que
diferencia Angra dos Reis e Volta Redonda, de um lado, e Itaguaí, do
outro, e seus diferentes resultados. Na escala dos países, para citar
outro exemplo, a diferença entre os regimes militares brasileiro e
argentino, nos quais a modernização científica e tecnológica foi
desigualmente estimulada, repercutiu na constituição de um sistema
ambiental federal significativo no Brasil comparativamente à Argentina.
Nesta, ao contrário, os instrumentos de comando e controle na esfera
ambiental não se desenvolveram de modo a não desestimular as empresas
após sucessivas políticas econômicas que resultaram na
desindustrialização do país – outro neologismo.
É assim que
combinando distintas abordagens metodológicas numa análise em múltiplas
escalas, que produziu conclusões valiosas a serem testadas em situações
similares, A Ambientalização de Conflitos Sociais representa uma
bem-vinda contribuição da Antropologia Social ao tratamento da questão
ambiental. Ancorado na etnografia, mas superando as limitações desta
pela via comparativa, o trabalho trafega da “pequena política local” à
“grande política ambiental” – para usar seus próprios e inteligíveis
termos – e articula discursos e tomadas de posição à(s) morfologia(s)
social(is). Isso resulta em sólida análise sociológica. Não obstante
enfocar a “agenda marrom”, ou seja, as pautas relativas à poluição
urbano-industrial e ao meio ambiente urbano, suas conclusões podem ser
apropriadas para pensar as agendas “verde” – florestas e biodiversidade
– e “azul” – águas. Nestas, a gestão participativa e o envolvimento das
populações afetadas e interessadas também constituem pedra de toque da
institucionalidade ambiental emergente que tem a mesma história e se
apóia nos mesmos instrumentos e procedimentos etnografados pela
pesquisa. A questão ambiental, por suas propriedades polissêmicas, que
ao mesmo tempo se impõem e propiciam diferentes interpretações, enseja a
busca de formas de envolvimento da população atingida, o desenvolvimento
da associatividade de moradores e grupos de cidadãos, e a gestão
participativa e negociada dos conflitos. Constitui-se, assim, não só em
espaço para ampliação do exercício da democracia, mas também para a
renovação das e a interação entre as disciplinas científicas.
[1] Para uma lista completa de
circunstâncias nas quais o conteúdo da pesquisa foi apresentado e
discutido, ver “Apresentação e Agradecimentos” de Leite Lopes, pp.
13-15.
[2] Vide o projeto de
educação ambiental “Ilha Jovem”, articulado por Rosane Manhães Prado,
com o objetivo de aproximar em torno das questões ecológicas os diversos
atores presentes na Ilha Grande (litoral sul do Rio de Janeiro, próximo
a Angra dos Reis). O projeto visa proporcionar uma troca entre os
“saberes tradicionais” das comunidades da ilha e os “saberes
científicos” das pesquisas ali realizadas, e contribuir para a afirmação
da cidadania local por meio do envolvimento dos moradores da ilha nas
reflexões e ações referentes ao meio ambiente.
[3] A coletânea
organizada por Antonio Carlos de Souza Lima para a mesma coleção
“Antropologia da Política”, intitulada Gestar e Gerir: estudos para uma
antropologia da administração pública no Brasil (Rio de Janeiro:
Relume-Dumará; NuAP/UFR, 2002), traz contribuições que enfocam modelos e
formas de gestão em diferentes situações etnográficas, incluindo a
cooperação internacional, como no artigo de Ludmila Moreira Lima.
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