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Resenha (Edição nº 24)
"Genealogias do Silêncio: feminismo e gênero",
por Carlos Guilherme do Valle (*)
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Dados
do livro resenhado:
Título da obra: Genealogias do silêncio
Organizadoras: Carmen Rial e Maria Juracy Toneli
Editora: Mulheres.
Número de páginas: 199 |
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A capa de Genealogias do
Silêncio nos diz muito: a boneca Barbie com seu eterno sorriso, de
braços abertos, envolta por um diáfano véu de noiva. Essa imagem,
baseada em obra da artista gaúcha Elisa Iop, mais revela do que silencia
o que está por vir nas páginas do livro organizado por Carmen Rial e
Maria Juracy Toneli, professoras da UFSC. São quinze artigos escritos
por antropólogos, historiadores, psicólogos, psicanalistas e professores
de Literatura, que apresentaram trabalhos no Seminário Internacional
Fazendo Gênero 4: Cultura, Política e Sexualidade no Século XXI (Florianópolis,
maio de 2000). Fala-se e escreve-se sobre mulheres, feminismo e gênero.
As masculinidades ficam reduzidas, porém, a um quase silêncio,
perturbado pelas vozes de pais gays e de homens usuários de remédios
contra a disfunção erétil. Na verdade, os homens estão presentes como
uma alteridade ostensiva, que acaba sendo denunciada e questionada de
modo estratégico nos trabalhos dos autores. Esse desequilíbrio de gênero
(sic) - que se expressa na maior quantidade de artigos sobre mulheres -
tem uma agenda cultural e política particular: a interpretação e
legitimação de vozes que foram silenciadas nos discursos públicos.
Devo afirmar que me senti
mais inclinado a gostar dos artigos antropológicos e históricos, se
comparados aos que foram elaborados por psicanalistas e críticos
literários. De todos os artigos, alguns se destacaram tanto pelos temas
investigados como pelo uso adequado do material etnográfico. Outro
aspecto notável é que os textos possuem a marca da produção
antropológica feita no PPGAS/UFSC. Afinal, praticamente todos os
antropólogos incluídos na coletânea estudaram ou atuam como docentes
neste programa de pós-graduação.
O primeiro artigo, da
antropóloga Françoise Héritier, intitulado Janos de Duas Faces,
desenvolve uma discussão bastante instrutiva e didática sobre os
problemas que envolvem a fertilidade feminina. Embora a linha analítica
de Héritier seja essencialmente estruturalista, ela aponta para uma
série de transformações históricas que têm ocorrido nas relações de
gênero, particularmente no que diz respeito ao uso de métodos
contraceptivos ao longo do século XX. Seria através da gestão e controle
destes métodos e da procriação em si, por parte das mulheres que se
estabeleceria definitivamente um plano de igualdade de gênero. E sua
marca seria a aceitação da “diferença sexuada”, sem os efeitos da
hierarquização nas relações entre homens e mulheres. Se Héritier
considera esse objetivo decisivo para reverter as desigualdades de
gênero, reconhece também que o controle da procriação tem sido
viabilizado apenas para alguns setores do mundo desenvolvido, não sendo
possível às mulheres de outras regiões. A constatação dessa realidade
culturalmente multifacetada no que diz respeito às hierarquias de gênero
leva a autora a considerar teoricamente o que se compreende como a
“universalidade da dominação hierárquica do masculino sobre o feminino”.
Ela discorre de modo convincente sobre os efeitos sociais e simbólicos
das lógicas estruturantes de classificação, o que, evidentemente, gera
as oposições sexuais e de gênero. Seu principal argumento é que há uma
“apropriação eficaz da fecundidade” da mulher pelos homens, o que
possibilita a dominação masculina tanto de modo conceitual, quanto
simbólico e social. Por conta disso, marca-se universalmente o problema
que Héritier tem discutido desde a publicação de Masculin Féminin
(1966), isto é, a reprodução continuada de uma “valência diferencial dos
sexos”[1].
Nesse caso, as considerações teóricas de Héritier sobre as hierarquias
de gênero podem destilar uma atmosfera um tanto sombria para feministas,
ativistas gays e lésbicas, homens e mulheres que, a princípio, buscam
mudanças significativas no campo da sexualidade. É com certa ironia que
vemos Héritier sugerir que levaria trinta milênios para “chegarmos a uma
certa igualdade” entre os gêneros, o que gera uma tensão entre suas
considerações sobre a relevância histórica das tranformações mais
recentes sobre a gestão da procriação e, por outro lado, as
determinações sócio-simbólicas das diferenças hierárquicas da
sexualidade e dos gêneros.
Como contraponto ao texto de
Héritier, os artigos de Joana Maria Pedro e Graciela Sapriza tratam
respectivamente dos processos históricos envolvendo as políticas de ação
contraceptiva e as disputas em torno dos direitos das mulheres no
Uruguai nas primeiras décadas do século XX. Como historiadoras, as duas
autoras mostram as dinâmicas sociais complexas que reuniam os mais
diversos agentes a fim de definir direitos sociais e políticas públicas,
especialmente nas lutas em torno do aborto. Apoiando-se em Foucault,
Joana Pedro explora como as populações foram tornando-se objeto central
das ações governamentais, boa parte delas envolvendo o controle de
natalidade. No fim do século XIX, o surgimento das clínicas neo-malthusianas
estava associado à disseminação de idéias favoráveis às práticas
contraceptivas, tendo, inclusive, muitas mulheres à frente destas
propostas sobretudo em países europeus. O mais interessante é que as
idéias neo-malthusianas passaram a ordenar as visões de agências
internacionais que começaram a atuar em países identificados com a
explosão demográfica e a pobreza. Esse foi o caso do IPPF (International
Planned Parenthood Federation) que teve papel crucial na criação de
diversas entidades que voltaram-se para o controle do crescimento
populacional, tal como a BEMFAM, criada no Brasil na década de 60.
Sapriza discute as mudanças jurídicas alcançadas pelo movimento
feminista no Uruguai no início do século XX, privilegiando as disputas e
debates em torno da proibição do aborto. Os embates entre setores
católicos e reformistas-liberais, favoráveis ou não ao aborto, deram-se
em um campo político bastante heterogêneo que tinha a família, a
sexualidade e a mulher como objetos de intervenção do que Sapriza chama
de “razões do estado”. Os textos das duas autoras evidenciam que a
reflexão sobre a sexualidade da mulher, a procriação, os métodos
contraceptivos e, portanto, o controle da fertilidade, não podem ser
desvinculados de uma investigação histórica do campo político e dos
processos de intervenção da administração pública e das organizações
civis, embora suas práticas devem ser sempre contextualizadas tanto
cultural como socialmente.
O trabalho de Rogério Azize,
Masculinidade, Viagra e Saúde, apresenta uma pesquisa etnográfica
sobre os significados do consumo do remédio contra a disfunção erétil,
produzido pelo Laboratório Pfizer. Recuperando a história da rápida
popularização do medicamento, inclusive no Brasil, Azize mostra as
idéias contraditórias que envolvem o uso do Viagra. Por um lado, há a
patologização da impotência por meio dos discursos e práticas médicas.
Por outro lado, encontram-se as concepções instrumentalistas do corpo
masculino acionadas pelos usuários do medicamento a fim de garantir um
melhor desempenho sexual e, portanto, a performance otimizada da própria
virilidade. Ao tratar da medicalização da sexualidade masculina, Azize
converge em parte para algumas das questões que Héritier aponta em seu
artigo: como a masculinidade heterossexual escapa, ainda que de modo
relativo, às formas de dominação que atingem os corpos e as
sexualidades.
Em seu artigo, Miriam Grossi
discute a formação de novas famílias por gays e lésbicas, e aborda o
tema da homoparentalidade sob uma perspectiva comparada. Ela destaca
também as situações enfrentadas por homossexuais masculinos e femininos
no Brasil e na França. Ao enfocar questões como a adoção de crianças por
casais de gays ou lésbicas e o uso de novas tecnologias reprodutivas
para assegurar descendência nestas “novas” famílias, a autora mostra
como o parentesco, tema clássico da antropologia, tem sido reatualizado
por conta das demandas modernas da homoparentalidade. Além disso, seu
material etnográfico mostra como as questões que envolvem o parentesco
nas famílias de gays e lésbicas devem ser associadas às dinâmicas
culturais e arenas políticas por meio das quais tanto as agências do
Estado, os meios de comunicação de massa, e os movimentos sociais acabam
interferindo diretamente. Isso sugere um olhar antropológico mais amplo,
para além das motivações e significados acionados pelos próprios casais
homossexuais, que têm sido igualmente afetados por efeitos sociais e
políticos dos mais diversos planos de determinação sociológica.
Já o trabalho do psicanalista Oscar Reymundo objetiva, por meio de uma
abordagem lacaniana, entender as implicações éticas dos desejos de
homossexuais adotarem crianças. Reymundo procura respostas para as
ansiedades e dificuldades de aprendizagem vividas por uma menina, que
tem um casal de lésbicas como mães adotivas, e isto consiste no objeto
central de sua interpretação. Ele pondera sobre os riscos inerentes das
novas famílias serem perpassadas por uma racionalidade consumista, sendo
a criança, ela mesma, tratada como um objeto de consumo. Confesso, porém,
que sua abordagem prolixa e um tanto confusa, com uso acentuado de
jargão “psi”, prejudica imensamente o entendimento do texto. Saio com as
seguintes questões: será que a interpretação de um único caso permite
entender de fato o que casais de gays e lésbicas realmente pensam a
respeito da adoção de crianças? Estaria em jogo, por trás dela,
exclusivamente o direito e a lógica do consumo de, segundo Reymundo, um
“supereu contemporâneo”? Nesse caso, o texto de Miriam Grossi sugere
muitas outras significações e práticas quando pensamos a
homoparentalidade.
Luciana Hartmann escreveu um
artigo bastante curioso sobre os modos de se contar histórias, os “causos”,
entre homens e mulheres gaúchos, tanto em contextos rurais como urbanos
de uma determinada sub-região do Rio Grande do Sul. Apontando para os
detalhes e dilemas de seu trabalho etnográfico, a autora mostra como foi
progressivamente compreendendo que as mulheres, que não eram socialmente
reconhecidas como contadoras de “causos”, deviam ser igualmente
investigadas a fim de se entender uma experiência característica de
relatar e contar histórias. Hartmann voltou-se para as performances das
narrativas e relatos conduzidos pelas mulheres, o que definia um espaço
próprio e singular de comunicação feminina. São relatos que tratam da
vida pessoal e privada, da família, além de assuntos e temas que
denunciam as tensas relações de gênero em que estas mulheres estão
envolvidas. A importância deste espaço peculiar de produção cultural de
“causos” entre as mulheres, possibilita uma experiência particular de
comunicação e me faz lembrar a brilhante monografia de Lila Abu-Lughod,
Veiled Sentiments[2]. Nela a antropóloga árabe-americana discute a
importância crucial da performance de poemas e canções de amor para se
entender a vivência e as idéias de mulheres beduínas .
De todos os artigos reunidos,
o de Cláudia Voigt Espinola, O véu debaixo da linha do equador, é
o mais interessante e mais bem acabado. Ele aponta questões extremamente
ricas sobre o uso do véu entre mulheres muçulmanas residentes em
Florianópolis. Introduzindo de modo aprofundado a história da imigração
árabe no Brasil, além de resgatar a formação de uma comunidade muçulmana
na capital catarinense, Espinola problematiza os apectos étnicos e
políticos que têm sido acionados para entender a chegada e a
“assimilação” de pessoas e famílias originárias do Oriente Médio e
outros países árabes, dialogando com outros pesquisadores das imigrações
no Brasil, como Giralda Seyferth. Evidencia, inclusive, uma dinâmica
transnacional para explicar as imigrações mais recentes no país. Mas seu
objetivo principal é entender o uso do véu para além das idéias
estereotipadas que o senso comum tem a respeito das mulheres muçulmanas:
a de serem submissas e oprimidas nas comunidades em que vivem. Espinola,
para entender os usos mais recentes dos véus entre as mulheres, recupera
acontecimentos históricos e culturais recentes, cuja ressonância deu-se
em planos sociais bem distintos, tais como os atentados de 11 de
setembro de 2001, os efeitos culturais da telenovela O Clone e as
estratégias locais e pessoais de afirmação social e religiosa dos
membros da comunidade muçulmana de Florianópolis, para entender os usos
mais recentes dos véus entre suas mulheres. Para isso, traça um quadro
bastante interessante dos significados religiosos, culturais e morais
que envolvem o uso do adorno, mostrando que as idéias que envolvem a
sexualidade feminina estão relacionadas com o valor do recato. Para
aquelas mulheres, o que está em jogo é o plano de decisão e de expressão
de uma vontade, diante da fé muçulmana. O véu mostra-se como o símbolo e
a afirmação de sua crença religiosa, a ser exibida socialmente nos
espaços públicos de Florianópolis.
Se privilegiei até agora os
artigos antropológicos e históricos, vou discutir o conjunto restante de
artigos dessa coletânea, que expõem abordagens mais próximas como a
psicologia, a psicanálise e os estudos literários. Alguns se destacam,
mas não todos.
O trabalho de Mara Lago
empreende uma discussão teórica sobre as idéias de identidade e de
identificação tanto nas ciências humanas, sobretudo na Antropologia,
como na psicanálise. Busca assim, ver possibilidades dialógicas entre as
disciplinas. Para ela, as identidades devem ser pensadas como
construções relacionais dentro da cultura e da linguagem. Complementando
o texto de Lago, o artigo de Sandra Azeredo, dentre os mais
interessantes, desenvolve questões que tratam da produção e manutenção
de identidades pensadas de modo não essencialista. Azeredo apoia-se em
autores tão diversos, como Arendt, Foucault, Haraway, Maria Filomena
Gregori e muitas teóricas feministas, além de convergir teoria e prática
em sua própria pesquisa sobre violência de gênero, realizada na
Delegacia de Mulheres de Belo Horizonte. Pautado na possibilidade da
diferença, o problema das identidades implica posicionamentos que
precisam ser conferidos a fim de se entender as demandas sociais em jogo.
Ao se interrogar sobre as identidades em questão, reflete-se do mesmo
modo sobre a violência, o que produz um espaço de articulação das
mulheres e das pesquisadoras.
Como uma autocrítica às suas
“fantasias heróicas” quando realizava uma intervenção poética em um
acampamento do MST em Pernambuco, a professora de Literatura Alai Diniz
propõe em seu artigo uma reflexão sobre as idéias de capricho e vergonha,
ouvidas na fala de uma liderança feminina local. Para isso, utiliza-se
das considerações sobre as duas idéias em autores e textos tão variados
como os da religiosa alemã Hildegard von Bingen, do século XII, de Pero
Paz de Caminha, de Santa Tereza d´Ávila, e do escritor romântico Joaquim
Manoel de Macedo, dentre outros. Busca, assim, questionar o
essencialismo embutido nas imagens sobre o sujeito feminino.
Dois artigos refletem sobre
a produção literária de escritoras brasileiras. A historiadora Rachel
Soihet abordou a obra de uma escritora e jornalista brasileira, Júlia
Lopes de Almeida, que atuou do fim do século XIX aos anos 30, pouco
conhecida entre nós. Sua produção textual e literária mostra um amplo
leque de ambigüidades, que descortinam uma visão um tanto conservadora
da mulher na sociedade, derivada de sua própria posição social, e, em
paralelo, expressam demandas de mudança nas relações de gênero. A fim de
apresentar a complexidade que caracteriza a obra da autora, Soihet
contextualiza o mundo no qual Júlia Lopes de Almeida vivia. Um mundo que
desconfiava da capacidade de produção textual das mulheres. Apresentando
sutilmente idéias críticas sobre as relações conjugais, além das
vantagens da educação e do trabalho das mulheres, Lopes de Ameida não
deixava de considerar o espaço de negociação e de flexibilidade nas
relações de gênero. Assim, Soihet acaba encarando também o problema da
posicionalidade, como foi debatido por Sandra Azeredo, afinal Lopes de
Almeida ocupava uma situação social ambígua ao afirmar-se profissional e
intelectualmente em uma sociedade que não dava condições de autonomia
das mulheres. Por outro lado, o trabalho de Tânia Ramos, intitulado
“Literaturas de peso”, busca entender um novo veio literário que vem se
constituindo no cenário ficcional brasileiro. Trata-se de uma literatura
feita para mulheres, que tem o corpo como um dos principais elementos
textuais, mas enfocando, sobretudo, o problema da gordura e das
dificuldades de emagrecimento, sem se caracterizar por ser uma
literatura de auto-ajuda. No entanto, seu artigo não convence o
suficiente para entendermos a originalidade dessa nova produção
literária.
Em artigo teoricamente rico,
o argentino Rafael Villari discute o que particulariza a produção das
narrativas biográficas nos dias atuais após o impacto do questionamento
estruralista do autor, feito por Barthes e Foucault. Discutindo a
biografia de Marguerite Duras, escrita pela historiadora Laure Adler,
Villari aponta para a necessária fidelidade ao referente, que se
verifica por meio de uma acurada pesquisa histórica, ao mesmo tempo que
se exercita por meio de uma estilística que narra a vida de um sujeito.
Como o autor afirma, a leitura da biografia deve possibilitar a
compreensão do “interstício que une o biografado e o biógrafo, para a
história de uma relação”. Para nós antropólogos, a discussão proposta
por Villari certamente nos lembra todo o amplo interesse nas formas de
textualização etnográfica, tal como observamos em Clifford Geertz ou
James Clifford.
No meu entender, os artigos
da coletânea não estão organizados de modo adeqüado. Se houvesse uma
divisão interna dos artigos por sessões temáticas, agregando, por
exemplo, aqueles com maior proximidade disciplinar ou metodológica,
talvez evitasse uma sensação de dispersão que acaba prejudicando o
leitor. Como está imprime um caráter fragmentário ao conjunto de
questões que poderiam ter sido mais afinadas entre si. Trans-parece
(sic) igualmente os perigos e obstáculos de uma proposta
transdisciplinar. Seu maior perigo está em um diálogo que não se efetiva
realmente porque, de modo geral, as linguagens e referências
disciplinares continuam a balizar cada um dos trabalhos. Ou seja, a transdiciplinaridade soa como um ideal que não é alcançado. Nesse caso,
fico muito mais satisfeito com as surpresas individualmente causadas
pela leitura dos artigos. Genealogias do silêncio cumpre, porém,
completamente o que se espera de um livro do gênero: a possibilidade de
conhecer experiências singulares, de entender diversas abordagens
conceituais e de ressignificar problemas e questões que aparecem à
primeira vista ao leitor de modo muito fácil ou simplista.
- Héritier, Françoise. Masculin, Feminin. La pensée de la différence.
Paris: Odile Jacob, 1966. Para uma discussão da sexualidade que
se apoia em Héritier: Bozon, Michel. Sociologia da
Sexualidade. Rio de Janeiro: Editora da FGV. 2004.
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Abu Lughod, Lila. Veiled
Sentiments: Honor and Poetry in a Bedouin Society. Berkeley:
University of California Press. 1988.
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