"Filme
Documentário e Etnográfico"
Para esta edição, estamos disponibilizando uma entrevista com o cineasta
português Pedro Costa, realizada por Pedro Maciel Guimarães e Daniel
Ribeiro, estudiosos do cinema. Esta entrevista foi realizada no Estúdio
de Pedro Costa, em Lisboa, no dia 27/10/2007, registrada em mídia
disponibilizada para nós por Rafael Barros, coordenador da Sessão Artigo
da Comunidade Virtual de Antropologia e membro da Associação Filmes de
Quintal, que esteve na organização geral do forumdoc.bh.2007, 11o
Festival do Filme Documentário e Etnográfico, ocorrido no período de
23-11 a 5-12 de 2007, em Belo Horizonte, evento patrocinado pela
Petrobras e pela CEMIG, que homenageou Pedro Costa (1958) e o cineasta
carioca Joaquim Pedro de Andrade (1932-1988). Estamos disponibilizando
nesta edição a entrevista registrada em PDF e o audio da mídia que
acompanharam o catálogo do Festival.
Ainda pouco conhecido no Brasil, Pedro Costa é cineasta da geração
surgida nos anos 1990. Considerado inovador, inspirou-se nos conceitos
de antropologia visual e docuficção. Recebeu prêmio de Cineasta
Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002, com seu filme ‘No
quarto de Vanda’. O 11o Festival apresentou todos os seus filmes: ‘O
sangue’ (Portugal, 98’, 1989); ‘Casa de lava’ (Portugal, França,
Alemanha, 110’, 1995); ‘Ossos’ (Portugal, 94’, 1997); ‘No quarto de
Vanda’ (Portugal, 170’, 2000); ‘Onde jaz o teu sorriso?’ (Portugal,
França, 104’, 2001); ‘6 bagatelas’ (Portugal, França, 18’, 2005); ‘No
change rien’ (Portugal, França, 13’, 2005); ‘Juventude em marcha’
(França, Portugal, Suíça, 155’, 2006); e ‘Tarrafal’ (Portugal, 17’,
2007).
Conforme pesquisa de Oswaldo Teixeira e Daniel Ribão, a obra
cinematográfica de Pedro Costa recebeu homenagem devida, primeiramente,
ao foco humano e urbano do realizador: a realidade de portugueses e
africanos que habitam bairros de Lisboa, alguns destes bairros em
processo de desaparecimento resultante do ritmo acelerado do crescimento
moderno urbano; em segundo lugar, ao seu foco inovador por uma nova
proposta cinematográfica, na qual ele passa a trabalhar com amigos e
atores não-profissionais e a utilizar câmaras digitais mini-DV. Esta sua
proposta cinematográfica lhe permite uma nova relação entre realizador e
atores-personagens construindo juntos o filme e desconstruindo as
fronteiras entre a ficção e o documentário. Nesta entrevista, o nosso
internauta poderá, portanto, ler e ouvir a entrevista em que Pedro Costa
apresenta as suas concepções e reflexões sobre conceitos e elementos do
cinema documentário, a sua preferência temática, os recursos humanos e
técnicos utilizados nos seus filmes, a influência de outros cineastas,
etc. Boa fruição!
Clique aqui para ler o arquivo na íntegra (PDF).
Atualizado em 13/11/08