"A pós-modernidade é agora"
Eurípedes Falcão Vieira é bacharel em
Ciências Políticas e Econômicas pela Fundação Universidade Federal do
Rio Grande (RS), onde foi Reitor, doutor em geografia pela Universidad
del Salvador (Buenos Aires). Possui o título de educador emérito do Rio
Grande do Sul, Mérito Educacional da FURG e é membro do Instituto
Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul. Tem artigos e livros
publicados. Marcelo
Milano Falcão Vieira é PhD em administração pela University of
Edinburgh (Escócia). É professor da Escola Brasileira de Administração
Pública e de Empresas da Fundação Getulio Vargas (Ebape/FGV),
pesquisador do CNPq, coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório da
Realidade Organizacional (www.observatorio.dca.ufpe.br)
e editor da revista eletrônica Caderno Ebape.br (www.ebape.fgv.br/cadernosebape).
Tem artigos e livros publicados.
Em A Dialética da Pós-Modernidade. A sociedade em transformação,
os autores destacam na pós–modernidade uma transição paradigmática que
vem suplantar a bipolaridade político-ideológica que dominou o cenário
moderno. Na era das incertezas em que vivemos, a educação se faz ainda
mais importante - "se a educação é prioridade para se formar um
sujeito individual e social de qualidade, tudo o que deve ser feito é
garantir a todos as mesmas oportunidades para que, após a qualificação
pessoal, cada um possa, livremente, e de acordo com cada competência,
construir sua própria diferença”. Assim é que os autores analisam o
movimento da sociedade, a partir do ordenamento de quatro princípios ou
configurações político-ideológicas - o feudalismo, o mercantilismo, o
liberalismo e o comunismo - até chegarem à pós-modernidade ou ao
pós-industrialismo. Após a revolução cibernética, a queda do comunismo,
o enfraquecimento do modelo revolucionário, a globalização da economia,
em meio a tantas mudanças tão profundas quanto rápidas, apenas o
capitalismo pós-moderno se transforma e permanece.
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CVA -
Nos cenários moderno e pós-moderno, o capitalismo se apresenta como um
vencedor inexorável e um vilão. Na sua opinião, a que se deve esse fato?
Prof. Eurípedes - Houve outra experiência político-ideológica em
contraponto ao capitalismo. Foi o comunismo implantado na Rússia e que
viria a formar a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
Experiência que, após a Segunda Guerra Mundial, se alastrou pela Europa
do Leste, Ásia, África e América Latina. Essa experiência representou a
realização de uma utopia, a da liberdade e igualdade em torno da classe
operária. O sistema não só não resolveu o problema da pobreza como
suprimiu as liberdades individuais e coletivas, nivelando a sociedade
socialista num padrão muito baixo. A queda do sistema foi o resultado da
centralização burocrática, da falta de perspectiva em relação às
naturais aspirações de elevação material, à inflexibilidade do sistema e
a perda de impulso à mudança e inovação da sociedade. Em todos esses
itens o capitalismo ocidental, individualista e competitivo, mas
flexível, superou a experiência coletiva, burocrática e sem aspiração.
Por mais que represente um sistema injusto de distribuição de renda, a
sociedade democrática sempre tem a perspectiva do investimento
individual capaz de propiciar uma elevação social. Sob essa perspectiva
a sociedade democrática é vencedora, mesmo praticando um sistema
econômico capaz de aprofundar as desigualdades sociais. Contudo, é essa
mesma sociedade e esse sistema que proporcionam e acolhem as iniciativas
individuais que buscam uma elevação social. O ser individual e coletivo
tem encontrado na sociedade capitalista mais oportunidades de
crescimento, principalmente, naquelas onde o sistema social conseguiu um
espaço consolidado nos projetos políticos, do que na utopia comunista. A
condição de vilão está no fato de que o sistema produtivo, de mercado, é
de natureza econômica, portanto, tem como mote a lucratividade. Cabe ao
Estado-nação se organizar política e socialmente para, retirando do
sistema parte de seus resultados, desenvolver políticas que possam
garantir a todos as mesmas oportunidades e a partir delas cada um ter
condições de construir sua diferença. O vilão, quase sempre, é, na
verdade, o Estado-nação. O homem é um ser empreendedor; essa
característica o diferencia. Hoje, para empreender em qualquer tipo de
atividade, é preciso capital. Mas que capital? O intelectual,
certamente! Como os conceitos também mudam, talvez já estejamos no
limiar de novo entendimento sobre o sistema de atividades humanas. Os
sinais são evidentes. Já se fala em era pós-capitalista. A nova
realidade está a exigir um novo discurso crítico e uma nova utopia.
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CVA -
Como estudiosa dos movimentos e comunidades ditos de Nova Era, temos
encontrado elementos para entendê-los como uma busca alternativa para um
estilo de vida “outro”, com significado, diferente daquele que nos impõe
a sociedade de consumo, de competição, de falta de solidariedade, em uma
palavra, frente a um mundo desumanizado. O senhor entende nos movimentos
sociais independentes que estudou uma busca semelhante? O senhor
acredita no sucesso dessa busca?
Prof. Eurípedes - No início do século XX, os movimentos sociais
eram animados por um poderoso discurso crítico e uma bem formulada
utopia. A modernidade industrial construiu seu modelo de sociedade,
baseada na soberba do capital. O capital monetário, imobiliário, de
fundos e títulos dominavam a cena quotidiana. As aspirações do ser
individual ou coletivo eram possuí-los e com isso promover, quando delas
estavam distantes, a mobilidade social. O capitalismo representou essa
busca pela riqueza, por melhores condições de vida. Mas as desigualdades
se aprofundaram, não propriamente nos centros da ação capitalista, mas
nas periferias que não souberam ou não puderam superar ambições locais
devidamente exploradas externamente. Fatalmente, o discurso crítico
enfraqueceu, perdeu temporalidade; a utopia realizada se desfez em suas
próprias contradições. A flexibilidade do capitalismo levou o mundo a
uma nova modernidade, com a introdução de novo signo. Os avanços da
microeletrônica mudaram não só o signo como provocaram profundas
rupturas epistemológicas. A produção evoluiu para um sistema global. O
capital já não é a variável principal do sistema; entra em cena outra
variável de maior importância: o conhecimento e a informação. Assim, a
modernidade industrial se esgotou em suas formulações e em seu lugar
aparece a modernidade cibernética, com seus signos, símbolos e novas
formas de comportamento. Se os movimentos sociais da atualidade não
introduzirem um discurso crítico adequado à presente atualidade e não
formularem uma nova utopia a ser alcançada, tudo será em vão. Parece-me
que os atuais movimentos sociais não têm uma aspiração definida no tempo
da nova modernidade, a pós-modernidade e sua indiscutível realidade.
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CVA -
Os senhores destacam uma aceleração crescente no tempo social
pós-moderno, alavancado pelas tecnologias, sobretudo a partir dos
avanços no campo da cibernética. Neste sentido, as sociedades simples e
as culturas nativas, com menor abertura e entrada para as inovações
tecnológicas, moveriam-se em ritmo bem menos acelerado. O senhor entende
que existe mesmo uma determinação das inovações tecnológicas sobre a
aceleração ou a sensação de passagem mais rápida do tempo cronológico?
Prof. Eurípedes - Pode-se dizer que a modernidade duradoura,
aquela que introduz costumes e modos de vida por tempo longo não existe
mais. A modernidade atual é transitiva, ou seja, muda inovando e inova
mudando, tudo em tempo curto. Os antigos maias falavam em conta curta e
conta longa para caracterizar certos eventos. Não temos mais a conta
longa. À nossa frente sempre tem uma inovação tecnológica; ou a
inserimos em nossas vidas, ou ficamos deslocados. Na verdade, estamos
sempre deslocados de alguma coisa. Vivemos numa configuração de tempo-espaço
onde os eventos são marcados pela instantaneidade. O espaço foi
aniquilado pelas conquistas da tecnologia. As culturas nativas transpõem-se
para o legado histórico, onde são cultuadas, mantidas. Não há como
reduzir o ritmo do impulso civilizador. Essa característica do ser
humano é incontrolável. Quanto mais avança em conhecimento mais
conhecimento gera e maior distanciamento ocorre entre as sociedades mais
abertas e, portanto, mais dinâmicas, e as mais fechadas e, portanto,
mais lentas. Se pensarmos bem essa é uma realidade atual, pois, mesmo
com alguns milênios de evolução, há nichos humanos de domínio de alta
tecnologia (para os padrões atuais) e os que praticamente ainda não
saíram da condição primitiva.
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CVA -
Desculpe-me insistir nisso, mas, na sua opinião, é possível manter
fronteiras temporais entre culturas simples e modernas ou pós-modernas
no mundo globalizado que ganha forma na contemporaneidade?
Prof. Eurípedes - O choque é inevitável. Sempre que a sociedade
moderna avança sobre as sociedades que representam culturas
retardatárias ocorrem impactos destrutivos. A sociedade simples se
desorganiza por imposição do processo de aculturação. O que sobra,
quando sobra, passa para a dimensão histórica. Em algumas cenas
políticas da atualidade o que se observa é a marca indelével do impacto
de antigas frentes de civilização. Na América Latina Indígena temos um
presente que na verdade é uma projeção de 500 anos do impacto
desorganizador da sociedade nativa (Bolívia e outros). No lado atlântico
não sobrou senão a indignidade da marginalidade nativa.
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CVA -
Os senhores apontam para o campo cultural, o equilíbrio social na pós-
modernidade, na superação, que já sentimos, dos dois grandes paradigmas
da modernidade - o individualismo e o coletivismo. A força deste novo
paradigma me parece assentada sobre um esforço ecumênico, holístico e
vocês sugerem que a transição que vivemos seja uma negação ou uma
síntese dos paradigmas da modernidade. Estamos falando da mesma coisa?
Prof. Eurípedes - O campo cultural é a dimensão tempo-espaço onde
devem ser buscados os indicadores mais aproximados do equilíbrio social.
Cada país, como afirmamos, será o resultado de seus investimentos em
educação. Educação aqui colocada na visão estratégica e holística do
desenvolvimento. O crescimento individual pelo processo educacional será
o crescimento coletivo da sociedade. Trata-se de treinar as mentes para
as novas realidades, para o avanço do conhecimento. A ciência é o portal
do futuro. Por ele entraremos na sociedade do futuro, das novas
pós-modernidade, dos novos signos e símbolos e, conseqüentemente dos
novos comportamentos. A sociedade coletiva só será forte se o indivíduo
for forte. Ser forte significa ter conhecimento, ser culturalmente
preparado aos empreendimentos futuros. O tempo da passividade individual
que levou à passividade coletiva (submissão à tirania, ao terror, à
dialética de rebanho, à demagogia) não volta mais. Se ainda existe, e
trata-se de uma realidade muito presente na orla das sociedades mais
desenvolvidas, é porque o individualismo ainda não é suficientemente
forte para construir uma coletividade também forte. A linha da pobreza,
hereditária, consentida e de exclusão, abriga um contingente que
representa a negação dos paradigmas da pós-modernidade. Mas há sínteses
evolutivas e é nelas que devemos buscar inspiração. Mas é importante que
tenhamos competência para construir nosso próprio modelo de sociedade,
mesmo fazendo parte da sociedade global.
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CVA -
A perspectiva aberta por suas argumentações apontam para e constatamos
a criação de empresas pós-modernas que tenderão cada vez mais para a
superação da funcionalidade de operários, para a constituição de
coletivos de autônomos, prestadores de serviços e robôs, e para a
vitalidade de uma nova dimensão social que é o terceiro setor. O
pós-modernismo, que ainda não entendemos bem, traduz, conforme vocês
argumentam, uma transformação do processo produtivo por meio de novas
tecnologias, técnicas organizacionais e novos métodos de gestão, para a
qual um ensino básico sólido, uma formação específica e conhecimento
multidisciplinar serão fundamentais. Esta dinâmica está para nós,
brasileiros?
Prof. Eurípedes - Ainda não, o que é lamentável. O nosso ensino
continua fechado no tempo da modernidade industrial. O perfil da
produção mudou. Praticamente não se pode identificar exatamente onde
começa e onde termina o processo produtivo. Os lugares-globais são
desterritorializações de lugares-locais, produtos da herança histórica.
Neles se produz componentes e insumos que viajam pelo mundo global (não
inclui todos os países) em busca de montadoras de partes ou do todo, em
algum lugar, formando algo parecido com um produto final. O mundo da
produção global é um mundo informatizado e robotizado que dá respostas;
as perguntas são feitas pela inteligência e essa precisa estar treinada
para as novas tarefas. O mundo da produção mudou; mudou o emprego
transformando-se em trabalho de diversos formatos. Portanto, o processo
educacional, em níveis perfeitamente integrados entre si, tem que passar,
necessariamente, por um processo de reestruturação. Não há como colocar
num mercado de trabalho altamente qualificado a mão-de-obra que sobrou
de mercados de trabalho onde a qualificação não era exigida. Se não
mudarmos nosso sistema de treinamento continuado das mentes para os
eventos futuros, apenas aumentaremos os índices de desempregados. Países
de alta tecnologia tem menos desempregados que os de baixa tecnologia.
Paradoxo, lógico, com certeza!
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CVA -
Eu vi há algumas semanas um filme que retrata muito bem o que os
senhores disseram sobre a inexistência de um elo entre o mundo das
comunidades pobres e a sociedade global rica e culturalmente avançada.
Estou falando do filme da Lúcia Murat, o Quase dois irmãos, que
nos mostra claramente esta enorme e aparentemente intransponível fissura
entre o universo dos favorecidos e dos excluídos. Como vamos resolver
isto?
Prof. Eurípedes - Talvez uma mudança na análise conceitual. É
preciso ter a clara percepção do que significa favorecidos e excluídos.
Há uma ou duas variáveis que gostaria de destacar. As duas são tiradas
da experiência de professor. Por mais que tentemos mostrar aos alunos a
importância do estudo, mesmo assim as diferenças de esforço pessoal são
marcantes. Vencem, pois, os que se esforçaram mais ou os que foram
estimulados em casa para estudarem mais. Forma-se aí uma primeira fase
do processo de exclusão. A outra foi tirada dos projetos de ensino nas
comunidades pobres. A reprodução humana irresponsável responde pela
segunda exclusão social, na própria família (mulheres sem condições de
sustentar os filhos numerosos os empurram para a marginalidade social, a
cruel marginalidade das ruas). A dimensão que esses dois problemas
assumem remete ao papel do Estado, da religião e da própria sociedade. A
clivagem social não está diretamente ligada à globalização. É um
problema histórico, de cultura e de submissão a preceitos equivocados.
As sociedades ricas têm taxas de natalidade baixa e taxa de educação
elevada. Nas sociedades pobres a relação se inverte. Portanto, há uma
nítida diferença conceitual de vida e educação a permear muitos dos
aspectos da riqueza e da pobreza, talvez melhor sintetizada em cultura e
subcultura.
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CVA -
Pobreza localizada, profunda e ampliada versus blocos econômicos e
configuração política e social globalizada, interessante para os países
ricos e hegemônicos, é o que a perversidade pós-moderna descortina no
nosso horizonte, conforme mostram os seus estudos. A mudança deste
encaminhamento depende de sujeitos conscientes ou segue uma dinâmica “própria”,
em um movimento conjuntural de transformações históricas, econômicas,
políticas, etc.?
Prof. Eurípedes - A riqueza é global e a pobreza é local, penso
que foi isso que afirmamos. Mas há o cenário colocado na resposta
anterior. A sociedade global inclui hoje países que até pouco eram
considerados subdesenvolvidos. Na Ásia temos alguns exemplos importantes.
Aliás, em algumas regiões asiáticas tidas como pobres hoje se apresentam
ao mundo com elevados índices de desenvolvimento a partir do salto
conceitual na educação e controle de natalidade. Qual o nosso salto?
Para a má qualidade do ensino, para a violência e para a degradação dos
costumes políticos? A consciência do sujeito é o primeiro passo a
conduzir às transformações históricas tanto na ordem econômica, como na
política e na organização social na visão holística. O paradigma
cultural, afirmamos: é a qualificação do sujeito. Será ele o condutor da
nova sociedade. Afirmamos que para a sociedade desenvolvida não mais
interessa a condição subdesenvolvida, pobre e atrasada nas periferias
hegemônicas. Vejamos: hoje, os mais importantes centros operacionais das
finanças, do consumo e da produção de alta tecnologia se deslocam para
uma região até há pouco tida como das mais pobres do mundo. O que mudou?
Tudo mudou. A concepção de transterritorialidade, mas, principalmente, a
concepção interna de como gerir o desenvolvimento a partir de
estratégias internas e externas.
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CVA -
Por último, o senhor poderia nos fazer um “fecho” para esta entrevista,
explicitando o que os senhores estão denominando uma dialética
pós-moderna?
Prof. Eurípedes - A sociedade humana é dinâmica, inovadora,
evolutiva. Ela é parte de uma configuração de transformação contínua em
todas as dimensões do tempo-espaço. A natureza é assim, o universo
também. A dialética da pós-modernidade é na verdade a sociedade em
movimento. A pós-modernidade é uma transposição de época, a passagem de
uma época marcada por um signo (pedra polida, metais, máquina a vapor,
computador) para outra com profundas rupturas. Modernidade – pós –
modernidade. É precisamente isso: uma modernidade, uma transição (pós),
outra modernidade. Muitas outras modernidades virão com o
desenvolvimento da ciência, da tecnologia, enfim, do conhecimento. As
gerações do futuro encontraram um acúmulo de conhecimento que lhes
permitirão transitar permanentemente pela fascinação da inovação. Não se
descobre o novo; o novo se cria com o poder da inteligência!
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CVA -
Prof. Euripedes, muito obrigada pela entrevista e parabéns pelo
excelente trabalho que resultou neste livro. Gláucia.