Artigo (Edição nº 9)

>> "A Religião Tem Razões que a Razão Desconhece", por Leila Marrach Basto de Albuquerque e Beatriz Muniz de Souza

Resumo:

A Seicho - no - Iê tem como um de seus recursos doutrinários estabelecer analogias entre preceitos religiosos e argumentos científicos. A reflexão sobre este aspecto revela como conteúdos modernos podem legitimar e favorecer aceitação de valores pré - modernos como familismo, hierarquia rígida e papéis femininos tradicionais.

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Sobre as autoras:

Leila Marrach Basto de Albuquerque é socióloga, licenciada em Ciências Sociais pela UNESP de Rio Claro, com mestrado em Sociologia da Religião e doutorado em Sociologia da Ciência, ambos pela PUC de São Paulo. Atualmente é professora em cursos de graduação e mestrado do Departamento de Educação Física da UNESP, câmpus de Rio Claro, onde desenvolve estudos voltados para as temáticas da cultura corporal, movimentos religiosos e sociologia do conhecimento científico.

Beatriz Muniz de Souza é socióloga, bacharel em Ciências Políticas e Sociais pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo, pós-graduação em Antropologia Social e Sociologia pela Escola Pós-Graduada de Ciências Sociais da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo e Doutorado em Ciências (Sociologia) pela Universidade de Campinas (UNICAMP). Atualmente é professora titular (Sociologia) do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP.


>> "A Relação da Guerra na Organização Política dos Papuas das Altas Montanhas da Nova-Guiné", por Sandra Maria Cristino Nogueira

Resumo:

Esta pesquisa faz a abordagem à organização política das tribos montanhesas da Nova -Guiné. Por todos é conhecida a tendência guerreira dos povos desta região e nesta pesquisa explica-se e prova-se como é importante este estado de guerra para o equilíbrio político, económico e social dessas comunidades.

A Nova-Guiné é a segunda maior ilha do Mundo e os povos das Terras Altas estão distribuídos espacialmente nas zonas centrais das montanhas, estando por conseguinte durante muitos séculos mais isolados, e nas zonas periféricas das mesmas. A densidade populacional é elevada e por isso a actividade agrícola é mais intensa, assim como a realização de festivais. Para lém da actividade agrícola, a criação de porcos é complementar à primeira e é de grande impotância política, económica e social, uma vez que quem mais animais possuir, tem maior riqueza e status social, podendo vir a ser um forte candidadato a Big Man.

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Sobre a autora:

Sandra Nogueira é licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com especialização em Gestão do Patrimônio e Acção Cultural.

 



 

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