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Artigo
(Edição
nº 7)
>>
O Sincretismo não pode mais ser concebido como uma estrutura
fechada de troca de informações culturais. Tomando como linha
de condução a religiosidade dos assim denominados Terapeutas
Alternativos, Paulo
Henrique Martins(*) mostra, no artigo "Religiosidade
dos Terapeutas Alternativos: Um Sincretismo Gracioso",
a difusão de novas religiosidades em diferentes lugares das
esferas pública e privada. Segundo o autor, "a extrapolação
do imaginário religioso para além da esfera de influência
do catolicismo oficial constitui um fato que influi decisivamente
sobre a amplitude institucional do sistema religioso. Neste
segundo caso, na medida em que a religiosidade dos novos terapeutas,
sob influência da transnacionalidade, transborda o campo propriamente
religioso, invadindo as instâncias da família e do trabalho,
a ruptura faz emergir uma nova experiência trans-institucional.
Ruptura e reorganização dos mecanismos simbólicos e culturais
nos planos transnacional e trans-institucional constituem,
logo, noções-chaves deste processo complexo, sinuoso e de
difícil descrição". Clique
aqui para ler o artigo (PDF), apresentado
na sessão "La dynamique des religions au Brésil" (animé par
M. Aubrée) na Semaine Brésil 2000, Paris, 16-20 octobre 2000.
(*) Paulo
Henrique Martins é professor do Programa de Pós-Graduação
em Sociologia da Universidade Federal de Pernambuco.
>> Analisando
a coluna do jornalista Ibrahim Sued,
publicada ao longo de 45 anos na imprensa carioca, Isabel
Travancas(*) enfoca, em seu artigo "A coluna
de Ibrahim Sued – um gênero jornalístico", cinco
temas-chave: política, acontecimentos internacionais, Rio
de Janeiro, bailes e festas e comportamento. Como diz a autora,
“estes assuntos permitem que se avalie o lugar da informação
e da opinião nas notas de Ibrahim e que se reflita sobre o
papel da subjetividade no jornalismo brasileiro atual”. Clique
aqui para ler o artigo (PDF).
No
informativo passado, Isabel também apresentou o texto "Comunicação
de Massa e Diversidade Cultural".
(*)
Isabel Travancas é
jornalista, formada pela PUC-RJ, tendo trabalhado vários anos como jornalista e assessora de imprensa.
É mestre em Antropologia Social pelo Museu Nacional-UFRJ.
Doutorou-se em Literatura Comparada pela UERJ. Lecionou nos cursos de Comunicação da PUC-RJ e UERJ. Atualmente
é professora da Faculdade de Comunicação da Estácio de Sá.
>> No artigo "Os
Oficios Tradicionais como Vertente do Turismo Cultural",
a antropóloga portuguesa Sandra
Nogueira(*) analisa a relação entre o turismo cultural
e os ofícios tradicionais portugueses. Segundo a autora, "o
turismo é uma excelente forma de afirmação cultural e, através
dele, a preocupação de se manter uma certa identidade local
ou regional é uma realidade incontestável. O tradicional e
o moderno caminham de 'mãos dadas', num Mundo que se auto
denomina cada vez mais Global, standarizado, único. (...)
o turismo pode e deve ser uma das formas de preservação das
Artes e Ofícios Tradicionais". Clique
aqui para ler o artigo (PDF).
Sandra
também participou de uma entrevista com a Comunidade Virtual
de Antropologia sobre a
Cultura Material, mais precisamente, a Tanoaria (arte de fabricar
vasilhas de madeira para acondicionar vinhos e aguardentes)
e outros ofícios tradicionais portugueses.
(*)
Sandra Nogueira é
licenciada em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, com
especialização em Gestão do Patrimônio e Acção Cultural.
>> Maria
Elisa Máximo(*) disponibiliza,
nesta edição do informativo, o artigo "Novos caminhos
de socialização na Internet - Um estudo das listas eletrônicas
de discussão", também apresentado no Fórum de Pesquisa
19: “Cultura, comunicação e vida cotidiana” da 22ª Reunião
Brasileira de Antropologia, em Brasília (DF), julho/2000.
Ao analisar as mensagens circulantes em listas de discussão
acadêmicas, Maria Elisa procurou "verificar de que forma
se dá a interação entre seus usuários e como estes estão tecendo
identidades e consolidando comunidades através das possibilidades
de comunicação, expressão cultural e de sociabilidade engendradas
na Internet". Segundo a autora, "a forma pela qual
os usuários percebem o espaço, participam da interação e se
apropriam da lista evidenciam a existência de uma cibercultura
que possibilita a interação entre os usuários neste espaço
e inaugura uma nova relação com a tecnologia”. Clique
aqui para ler o artigo (PDF).
(*) Maria Elisa Máximo é mestranda do
Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da Universidade Federal de Santa
Catarina.
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